sexta-feira, agosto 03, 2007

Do lado da contra-cultura,
tudo é uma luta
involuntária.
E perco. E perco...

Destrono-me de essência,
desatarrachadamente.
Quais os objectivos?
Em tempos, solucionei o tempo
resguardando a mente para a prática,
reservando o fracasso para então.
Mas entretanto, deixei que germinassem
novas ninhadas de bichinhos
para corroer as horas aguçadas,
e por vezes contagiá-las com doenças culturais,
essa praga tão complicada e múltipla quanto as vidas...

Custa tanto acarinhar o positivismo,
quando o que se sabe são papéis que o vendaval agride,
e quando o firmamento é inimpugnável às não-energias.

O motor faz vrummm!
São cenários de guerra,
pé no acelerador, persigam o pó!
Lancinantes velocidades
inconfessas
revolvem o planalto assolado,
e perdura a insignificância das partículas
e um bando de náufragos tossindo o desembarque,
a maré de rarefacção poluta
abstraíndo irreversível
o trilho e a vegetação
minha ou nossa.

Falhos,
os passos.
Andar e tropeçar,
ou quedar-me pelas vertigens?
Dolorosa a missão,
cravos enraizando-se nas polainas,
dilacerando...
pés esvaindo-se em incertezas vermelhas
que gritam à nossa sensibilidade,
evitamento civilizacional, camuflado,
desequilíbrio pungente
apregoado
pela carpintaria de todos,
das escolas, falsidade,
incurável amnésia,
o grupo sexuado e moderno,
apologia de conduta por papéis
facilitadores da impessoalidade personificada.

Já ninguém sabe comunicar com as flores.